SMS marketing para números portugueses

Em Portugal, o ponto de partida de uma campanha por SMS é o artigo 13.º-A da Lei 41/2004, na redação dada pela Lei 16/2022: o marketing direto para pessoas singulares por correio eletrónico, incluindo SMS, exige consentimento prévio.

A parte operacional, ao contrário do enquadramento legal, é simples aqui. Segundo a documentação que consultámos, não é necessário registo prévio do nome de remetente, e os remetentes alfanuméricos são preservados até ao telefone do destinatário. Isso distingue Portugal de mercados como a Irlanda ou a Áustria, onde o registo antecede tudo.

Consentimento: o que a lei pede e o que fica de fora

O consentimento tem de existir antes do envio e tem de ser demonstrável. A prova pertence a quem envia, e não ao destinatário, pelo que um número guardado sem data nem origem do consentimento é um número que não se consegue defender numa reclamação.

Uma lista comprada não cumpre o requisito, e uma lista recolhida para outra finalidade também não. O mesmo vale para contactos obtidos num evento há anos: o consentimento não caduca por si, mas tem de ser possível mostrar em que momento e para que efeito foi dado.

O nome de remetente chega intacto

Os remetentes alfanuméricos são aceites, podem ser escolhidos mensagem a mensagem e são preservados, segundo a documentação que consultámos. Para uma campanha isso significa que a marca aparece no telefone do destinatário, o que nem sempre acontece noutros mercados.

Vale a pena usar essa margem com critério. Um nome curto e reconhecível funciona melhor do que uma abreviatura interna, e a coerência entre campanhas importa mais do que a criatividade: o destinatário aprende a reconhecer o remetente ao longo de vários envios, não num só.

Respostas: número sim, código curto não

O SMS bidirecional está disponível e os remetentes numéricos são aceites, mas os códigos curtos não estão disponíveis, segundo a documentação consultada. A distinção é relevante porque muitos fluxos de resposta são desenhados à volta de um código curto.

Na prática, se a campanha precisa de receber respostas, por exemplo para anular uma marcação ou para recusar comunicações futuras, o remetente tem de ser um número que possa receber. Com um nome puramente alfanumérico a resposta não chega a nenhum lado, e a saída tem de ser um link ou um número de telefone escrito no texto.

Quatro redes, e uma a construir-se

MEO, NOS, Vodafone e DIGI, esta última a construir rede própria, formam o mercado móvel português segundo a Autoridade da Concorrência. Uma campanha para uma lista nacional atravessa portanto quatro redes.

Para quem envia, a consequência é sobretudo de expectativa: com uma rede em construção, a cobertura não é idêntica entre operadores em todas as zonas, e um envio com resultados desiguais por região não é necessariamente um problema da lista nem do texto.

Fontes, por tema

Consentimento para marketingdiariodarepublica.pt2026-09-22
Remetente alfanuméricowww.twilio.com2026-09-22
Registo do remetentewww.twilio.com2026-09-22
Remetente numéricoapi.support.vonage.com2026-09-22
SMS bidirecionalwww.twilio.com2026-09-22
Redes móveiswww.concorrencia.pt2026-09-22

Casos de uso

Loja com campanha sazonal

Mensagem a clientes que deram consentimento na compra, com o nome da loja como remetente e uma forma de recusa escrita no texto.

Clínica a confirmar marcações

Data, hora e forma de anular. Uma confirmação de marcação feita pelo próprio destinatário não é marketing direto e não está sujeita ao artigo 13.º-A.

Serviço que aceita respostas

Remetente numérico para que o destinatário possa responder diretamente, já que os códigos curtos não estão disponíveis em Portugal.

  • O marketing direto por SMS para pessoas singulares exige consentimento prévio, nos termos do artigo 13.º-A da Lei 41/2004, alterada pela Lei 16/2022.
  • A prova do consentimento pertence a quem envia: data, origem e finalidade devem ficar registadas junto do número.
  • Não é necessário registo prévio do nome de remetente, segundo a documentação consultada.
  • Os códigos curtos não estão disponíveis; as respostas exigem um remetente numérico.

FAQ

É preciso consentimento para enviar SMS de marketing em Portugal?

Sim, para pessoas singulares. O artigo 13.º-A da Lei 41/2004, na redação da Lei 16/2022, exige consentimento prévio para marketing direto por correio eletrónico, o que inclui SMS. A prova do consentimento pertence a quem envia.

O nome da minha marca aparece no telefone do destinatário?

Em Portugal, sim. Segundo a documentação que consultámos, os remetentes alfanuméricos são aceites, podem ser escolhidos mensagem a mensagem e são preservados. Isso distingue o mercado de outros onde o nome pode ser substituído no percurso.

Tenho de registar o nome de remetente antes de enviar?

Não. Segundo a documentação consultada, não é necessário registo prévio em Portugal, ao contrário do que acontece na Irlanda, na Áustria ou na Finlândia. O nome deve ainda assim identificar quem envia, e não descrever o canal.

O destinatário pode responder à mensagem?

O SMS bidirecional está disponível e os remetentes numéricos são aceites, mas os códigos curtos não estão disponíveis. Para receber respostas, o remetente tem de ser um número; com um nome alfanumérico a resposta não chega a nenhum destino.

Quantas redes móveis existem em Portugal?

Quatro: MEO, NOS, Vodafone e DIGI, esta última a construir rede própria, segundo a Autoridade da Concorrência. Uma campanha nacional atravessa todas, e resultados desiguais por região podem refletir a cobertura e não a lista.

Criar conta

A conta e a configuração estão acessíveis. A ativação comercial por mercado é verificada no momento do pagamento.

SMSPro · 4 fontes · 2026-09-25